Artigo

Leonardo Fonseca Netto

Diretor de vendas de enterprise e canais da NEC no Brasil
Nas duas últimas eleições que aconteceram no Brasil a maior reclamação dos cidadãos brasileiros não se referia à Educação e nem à Saúde, mas sim à Segurança!
Data: 03/01/2018
A Tecnologia a favor da Segurança
 
Nas duas últimas eleições que aconteceram no Brasil a maior reclamação dos cidadãos brasileiros não se referia à Educação e nem à Saúde, mas sim à Segurança! Parece que foi alguma surpresa, mas não, pois os índices brasileiros de segurança pública são equivalentes a números de países em guerra.
 
Existem vários motivos que fazem com que a segurança fique pior com a crise econômica, desemprego etc., mas isso não justifica que não possa ser controlada e administrada. Há pessoas que acreditam que aumentando o número de viaturas e de policiais é o suficiente, mas não é. Na verdade, a tecnologia é a única ferramenta que tem como ajudar a segurança pública.
 
A palavra tecnologia tem origem do grego ‘tekhne’, que significa ‘técnica, arte, ofício’, juntamente com o sufixo ‘logia’, que quer dizer “estudo”. Ou seja, realizar estudos para que técnicas sejam encaradas como um instrumento a ser usado, neste caso, para a segurança.
 
A tecnologia, hoje, está preparada para agregar serviços à segurança pública e é uma ferramenta para que se consiga reduzir e anular os índices de criminalidade, lembrando que o gestor da solução sempre será os órgãos de segurança.
 
Em países onde existe guerra contra o terrorismo, a tecnologia já é uma ferramenta bem explorada. Vamos usar como exemplo o caso dos Estados Unidos, cuja nação convive com o assunto permanentemente. Os órgãos policiais têm várias aplicações que ajudam a verificar a entrada e saída de indivíduos, a procura deles em cidades monitoradas. A cidade de Chicago, atualmente, tem mais de 10 mil câmeras integradas ao sistema de reconhecimento facial, utilizada para verificações de pessoas desaparecidas etc. Todas essas câmeras não são públicas, uma vez que existe uma integração de equipamentos de imagem privados que são liberados para uso da segurança pública. Com este sistema, a cidade de Chicago tem reduzido crimes e aumentado a resolução dos mesmos.
 
A Europa, que tem sofrido constantes ataques terroristas, também faz uso de sistemas de reconhecimento facial. Por exemplo, na final da Copa dos Campeões, no País de Gales, a tecnologia ajudou a polícia local a prender alguns suspeitos de terrorismo e ‘hooligans’.
 
A intenção não é criticar os órgãos de segurança, mas sim deixar claro para eles que sem tecnologia não conseguirão reduzir a criminalidade, pois os criminosos já usam ferramentas técnicas para se comunicar, se esconder e se infiltrar. Apesar da tecnologia, em um primeiro momento, ser considerada um custo, ela se pagará automaticamente, gerando redução de criminalidade, que é uma solicitação da sociedade.
 
A segurança é algo essencial e faz parte de culturas que já estão enraizadas em alguns países, como a Georgia, na Europa.  O país tem um único sistema CCC (Centro Comando e Controle), que é compartilhado e usado pelas principais cidades. A Georgia é considerada um dos países mais seguros do continente europeu.
 
Está na hora do investimento real na segurança pública. A sociedade está exigindo isto dos governantes e a melhor ferramenta para que isto aconteça é a tecnologia, a exemplo de:  Centro Comando e Controle (CCC); Vídeos Analíticos; Reconhecimento Facial; Automatic Biometric Identification System (ABIS) e Câmeras de Alta sensibilidade.
 
Recursos existem. Agora é trabalhar em curto prazo no planejamento estratégico de segurança para a população brasileira. Existem países que gostariam de compartilhar informações com o Brasil, como a Georgia, os Estados Unidos e a Cingapura. 

  

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